ÁLCOOL COMBUSTÍVEL

NO MOTOR WILLYS BF-161

O uso do álcool como combustível em motores não é novidade. Em 1872 quando o alemão Nikolaus Otto inventou o motor de combustão interna do ciclo Otto, não existia gasolina e o seu motor pioneiro funcionava com álcool. Os antigos automóveis Ford Modelo-T foram feitos para funcionar com as gasolinas de baixa qualidade disponíveis na época ou com álcool, ou qualquer mistura dos dois combustíveis. As indústrias automotivas e os mecânicos no Brasil tem grande experiência no uso prático de motores a álcool que chegaram a equipar mais de 95% dos automóveis fabricados no final da decada de 80. O álcool etílico (C2H5OH) tambem chamado de Etanol é considerado um combustível limpo cuja combustão produz apenas vapor de água e gás C02 . Veja na tabela abaixo um comparativo das características do álcool vendido nos postos de combustível (AEHC - álcool etílico hidratado combustível) e gasolina. A seguir leia os relatos de varios proprietários de Rural que adaptaram seus motores para uso do álcool.

Propriedade Gasolina Álcool
Massa Específica (kg/m3) 750 809,3
Teor de álcool (%) 24 max. 93,2 ±0,6
Octanagem 80 min 98
Mistura Ideal Ar-Combustível (kg Ar / kg Combustível) 14,5:1 9:1
Temperatura de Ebulição (oC) 27 a 224 78,5
Valor Calorífico (Calorias/g) 11.150 6.650
Temperatura de Congelamento (oC) -40 -114
Temperatura Combustão Espontânea (oC) 257 365
Ponto de Fulgor "Flash Point" (oC) -42 13
Calor para Evaporação (Calorias/g) 138 255
Volume de ar necessário para queima de 1kg combustível (m3) 11,46 6,94
Volume de ar necessário para queima de 1 Litro combustível (litros) 8595 5614
Temperatura da chama (oC) 2030 1920
Viscosidade a 20oC (cSt) 0,68 1,51
Teor de água nos gases de Escapamento (%) 13,3 18,4
Temperatura de Orvalho dos Gases de Escapamento (oC) 52 58

Obs: As propriedades da gasolina podem variar conforme o teor de álcool, local de produção, e estação do ano. Considere as informações na tabela acima meramente como valores aproximados para comparação. A massa específica do álcool combustível pode variar de 807,6 a 811,0 kg/m3 medido a uma temperatura de 20oC, o que equivale a um teor de álcool de 92,6 a 93,8 oINPM.

Comentários sobre Dados na Tabela Comparativa Acima:

Um litro de álcool pesa aprox. 9% a mais do que um litro de gasolina. O álcool combustível que usamos nos nossos carros não é puro e contem aprox. 7% de água. O teor de álcool na gasolina (24%) pode variar conforme a localidade e as normas do governo para mistura de álcool na gasolina. A mistura ideal de ar com gasolina é 14,5:1 enquanto para ar com álcool é 9:1. Isto significa que para um mesmo volume de ar aspirado pelo motor, é necessário vaporizar uma quantidade maior de álcool comparado com gasolina. A mistura ar-alcool precisa ser "mais rica" do que uma mistura "ar-gasolina" e o carburador para álcool deve ter características e ajustes diferente do carburador para gasolina. A frações mais voláteis da gasolina começam a ferver a partir de temperaturas de apenas 27oC enquanto o alcool só ferve a 78,5oC. Isso explica porque motores a gasolina tem problema de bloqueio de combustível por vapores (vapor lock) causado pelo aquecimento excessivo das mangueiras ou bomba de combustível. O calor gerado pela queima da gasolina (11.280 Calorias/g) é muito maior que o calor gerado pela queima do álcool (7.093 Calorias/g) então a gasolina tem uma maior capacidade de gerar calor e potência no motor. A temperatura de combustão espontânea pode dar uma ideia da temperatura em que o combustível irá se incendiar quando vaza sobre partes quentes do motor, e neste aspecto a gasolina tem mais chances de incendiar quando derramado sobre um motor quente do que o alcool. O calor de evaporação do álcool (255 Calorias/g) é muito maior que o calor de evaporação da gasolina (138 Calorias/g) e por isso o coletor de admissão precisa ser mais aquecido no motor a álcool. O alcool quando evapora, refria mais o ar passando pelo carburador e pode inclusive congelar água no coletor de admissão. Sem calor suficiente o álcool não vaporiza dificultando o funcionamento quando frio. O álcool é mais viscoso do que a gasolina e flui com mais dificuldade no sistema de combustível. O teor de água nos gases de escapamento do motor a álcool (18,4%) é muito maior que nos motores a gasolina (13,3%), gerando grande quantidade de vapor que sai do escapamento de carros a álcool ficando muito visível as nuvens de vapor em dias frios e úmidos. No motor a álcool as chances de contaminar o óleo do motor com água são bem maiores. Para evitar condensação de água no interior do escapamento de um motor a gasolina é necessário atingir uma temperatura nas paredes do escapamento de pelo menos 52oC enquanto no carro a álcool é necessário atingir uma temperatura de pelo menos 58oC. No motor a álcool ocorre muita condensação de água quando o motor ainda esta frio e é necessário esquentar bem o motor e escapamento para evaporar a água que condensou e evitar danos. O ideal é aquecer regularmente o motor durante tempo suficiente para que o óleo atinja uma temperatura acima de 100oC para eliminar a umidade condensada no óleo.

densímetro animado

Como Identificar Álcool adulterado:

O álcool normalmente é adulterado simplesmente acrescentando água acima do limite máximo permitido. O álcool combustível para motores a álcool deve ter um teor de álcool entre 92,6 a 93,8 oINPM e quando o teor de álcool esta abaixo desta faixa significa que tem excesso de água. O teor de álcool é medido com um instrumento tipo boia de vidro chamado de densímetro e que mede a densidade ou massa específica do liquido. Um álcool de boa qualidade dentro da especificação deve ter uma massa específica entre 807,6 e 811,0 kg/m3 a 20oC. O acréscimo de água ao álcool aumenta a massa específica (porque água é mais pesado do que álcool) e faz o instrumento densímetro flutuar mais para fora. Nas bombas de combustível equipadas com densímetro, você pode conferir se o teor de água esta acima do limite. A marca vermelha no flutuador do densímetro não deve ficar acima do nível do liquido. Se a marca vermelha do flutuador do densímetro na bomba ficar acima do nível significa que a massa específica do álcool esta acima do normal e o teor de água esta acima do permitido que é em torno de 7%. Em algumas bombas o densímetro é formado por duas bolas flutuantes de vidro e se as duas bolas estiverem flutuando significa que o álcool esta fora de especificação ou adulterado com água. Atenção porque em muitas bombas de combustível o densímetro não funciona ou não esta ligado à passagem do álcool. Desconfie de postos vendendo álcool com preço muito abaixo da média. O uso de álcool adulterado com água prejudica o desempenho do motor que passa a engasgar nas baixas e médias rotações e morre em marcha lenta. Você pode solicitar ao atendente do posto de combustível que seja feito o teste de teor de álcool antes de abastecer o seu veículo porque todos os postos devem obrigatoriamente possuir um kit de instrumentos (proveta + densímetro + termômetro + tabela de correção) para fazer o teste no local e na frente do cliente. Obs: Já rodei mais de 120.000km ao longo de 10 anos com carro a álcool (Escort) e nunca fiquei enguiçado devido a problemas na qualidade do combustível, mas é comum eu notar diferenças no comportamento do motor que passa a falhar mais ou então a marcha lenta fica ruim após abastecer (11/2002).


Veja o que o Mauricio Morais/RJ escreveu sobre o uso do Alcool na sua Rural

A conversão do motor BF161 para o uso de álcool combustível, da maneira mais simples e barata é, por enquanto, inviável, tanto do ponto de vista funcional, quanto econômico. As alterações executadas foram as mais simples, sem rebaixar junta de cabeçote, mudar carburador e/ou outra alteração radical. As modificações são as seguintes:

 Mudança do giglê 026 para o giglê maior 035

Alteração do ponto de ignição em mais 03º (de 05 p/ 08 APMS)

 Os resultados não foram muito animadores, pois além do problema da falta de rendimento do motor nas acelerações, o consumo ficou elevado. Numa análise mais detalhada, os problemas acontecem pelos seguintes motivos:

- Projeto de motor muito antigo e com baixa taxa de compressão

- Carburador inadequado para o uso do álcool

- Falta de aquecimento do pé do carburador

- Ignição irregular e fraca devido ao uso de platinado

 O motor é inadequado para a conversão, pois o projeto antigo e o fato do coletor de admissão formar um conjunto único com o cabeçote, dificulta o rebaixamento do mesmo a fim de aumentar a taxa de compressão. Estou tentando conseguir um cabeçote desse em bom estado e preço acessível para experimentar.

O carburador é inadequado, pois proporciona uma mistura muito rica em ar, por isso se torna necessário o uso de um giglê muito grande para compensar, com isso o consumo vai nas alturas. O problema das acelerações se da pelo fato do bico injetor ser dimensionado para gasolina. Além disso, o carburador não tem proteção anticorrosão para o alcool .

A falta de aquecimento do pé do carburador e do ar que passa pelo filtro, também influencia no funcionamento do motor. Em alguns testes de aceleração e regulagem de marcha lenta houve formação de gelo no pé do carburador.

A ignição por platinado também é um ponto fraco, pois não proporciona uma queima regular da mistura, que nesse caso, teria de ser muito boa, pois a quantidade de combustível que entra no motor é muito grande (6 partes de ar para 01 de álcool) e, por não ter pré-aquecimento, é pouco vaporizada e/ou condensa no meio do caminho. Diferente da gasolina, que usa uma proporção ar-combustível bem diferente (14 partes de ar para 01 de gasolina). Nos carros a alcool, os carburadores tem o pé aquecido e, no filtro de ar, existe uma tomada de ar que é aquecida pelo cano de descarga.

 Para conseguir um rendimento perfeito seriam necessárias as seguintes alterações:

 - Rebaixamento do cabeçote

- Troca do carburador para um adequado ao uso de álcool ( Opala 04 cilindros e/ou Maverick 04 cilindros )

- Confecção de um “aquecedor” para o pé do carburador

- Troca do filtro de ar para um que possua a tomada de ar quente

- Instalação de um sistema de ignição eletrônica

- Troca da válvula termostática por uma adequada a motor a álcool

Essas alterações possuem um custo financeiro relativamente alto (em torno de R$1500,00) e os resultados podem não ser tão animadores, principalmente agora, que o preço da gasolina vem caindo e o do álcool não. Além disso, um amigo meu substitui o motor do Jeep dele pelo motor 04 cilindros do Opala e esta conseguindo uma média de 07 km por litro de álcool. O consumo da minha rural é, em média de 6,5 km por litro de gasolina (cidade/estrada), como o motor a álcool consome 30% a mais de combustível, as contas mostram que a conversão não compensa, veja por que:

 Litro da gasolina R$1,62

Custo do Km rodado R$0,249

Litro do álcool R$0,95

Custo do Km rodado R$ 0.208

Custo da conversão total R$ 1500,00 = 925 litros de gasolina = 6000 km rodados.

Em suma, o custo de conversão não compensa, a não ser que o uso do carro seja intenso, pois para “zerar” o investimento, seria necessário consumir o equivalente a 2300 litros de álcool, que equivale rodar 10.000 KM (sem contar os custos de manutenção). Além disso, não é possível afirmar que essa conversão vai funcionar, pois tudo que foi exposto são teorias, pois na pratica, a conversão simples (troca de giglê e mudança de ponto), gerou um consumo absurdo de 2,5 km por litro na cidade ( custo de R$0,38 por Km ). Quem pode garantir que essa conversão vai dar um rendimento maior, em torno de 4,6 km/litro ?

 Mas vamos ao caso da troca de motor. Meu amigo comprou o motor, em bom estado e com a flange da caixa de marchas, carburador, distribuidor, motor de arranque e modulo de ignição por R$350,00, gastou R$ 300,00 para adaptar o motor e mais uns R$150 em algumas coisinhas a mais, em suma, gastou R$800,00 para a troca do motor. Vendeu o motor original por R$ 600,00. Em suma, o custo total da conversão foi de R$ 200,00 e, com o motor novo ele conseguiu uma média de 7,5 Km/Litro de álcool, o que da um custo médio de R$0,126 por Km. Quase que metade do custo do km do motor original a gasolina. Em suma, dá o que pensar. Sem contar que é um motor mais moderno, com um limite de rpm muito mais alto, o que proporciona uma velocidade final maior em estrada, sem precisar ficar esgoelando o motor a 80 por hora como é o caso do motor original. Texto: Mauricio Moraes/RJ (01/2002)


Veja o que o Luiz Augusto Luz Faisca de Florianópolis/SC escreveu sobre uso de alcool na sua Rural:

Resolvi experimentar o uso de alcool sem alterar qualquer taxa de compressao , conversei com o meu mecanico , o Neri que é especialista em Jeep e Rural , e por sinal muito bom, como com alcool o motor falhava muito , principalmente em arrancadas , como se faltasse combustivel , o gicle foi trocado de 25 para 30 , e na mesma hora o carro mudou de comportamento , ficando ainda uma falha muito pequena , que desaparece completamente ao utilizar 10 litros de gasolina para 50 de alcool , inclusive pegando muito bem pela manha e quase sem necessidade de aquecimento do motor . Quando utilizo alcool puro , o tempo de aquecimento se torna necessario , mas depois e so andar . O Neri , no Jeep dele , sequer trocou o gicle , apenas diminuiu o diametro do difusor ou venturi de 27 para 25mm , foi feito de nylon , ficou sem nenhuma falha , e  o consumo e de 3,5 a 4,0 km/l , (nao tem o qmeter mix) A minha esta fazendo media de 4,5 a 5,0 km/l na cidade e com o alcool a R$0,98 , esta compensando muito . Para se fazer uma comparação , em uma viagem que faco constantemente de Florianopolis a Sao Bento do Sul (270km) gastei R$44,00 de alcool (44,8lts) fez 6,13 km/l  com a Rural numa media de 90 km/h e l  e R$41,00 de gasolina (22,04lts) 12,25km/l  com o Vectra.

Texto: Luiz augusto Luz Faisca/SC (01/2002)


Veja o que o Simão Pedro/GO escreveu em 08/2002 sobre a conversão da sua Rural para Alcool:

Passei a minha rural para alcool tem uma semana ,estou muito satisfeito,achei que aminha Rural ia ficar engasgando,dando problemas,mas eu enganei.ela ficou muito boa ,de consumo,pegar de manha etc,etc,etc. Precisei de trocar SOMENTE  o difusor ,aquela peca que vai dentro do carburador,o difusor original mede 27mm de diametro voce tem que ir ao torneiro e mandar ele fazer um difusor medindo 24mm de diametro,aqui onde moro o torneiro cobrou R$10,00. Sóprecisei trocar o difusor e colocar uma válvula termostática porque a minha não tinha. Tudo ficou: R$10,00 difusor, R$20,00 mão de obra, ao todo gastei R$45,00 contando a válvula termostática. Tenho um Escort XR-3 1.6 a alcool e gosto muito do carro mas ele fica dificil para pegar de manha no frio, a minha Rural ficou excellente sem problemas por apenas R$45,00, compensa porque o alcool aqui esta R$0,53 o litro (08/2002). Atenção: o motor da minha Rural é o BF-161.

Nao estou injetando nada de gasolina para ela pegar de manha .Ela esta andando no puro alcool, sem mistura de gasolina . quando o mecanico converteu ela para o alcool sem mexer no giglê,eu achei que a conversão nao ia prestar mas eu aprovei o servico. Ficou excelente, sem problemas,daqui alguns dias te mando como foi o consumo dela.

Após algumas semanas de uso o Simão reportou um consumo de 4 km/l na cidade e 6 km/l na estrada usando alcool.

Texto: Simão Pedro/GO (08/2002)


Veja o que o Carlos Tait escreveu sobre sua Rural 1961 a Alcool que já rodou uns 10.000km (08/2002)

LENDO OS RELATOS DE ADAPTAÇOES PARA ALCOOL NO MOTOR BF 161, RESOLVI TAMBEM AJUDAR A CONFUNDIR OS OUTROS PROPRIETARIOS.    TENHO UMA RURAL 1961, CUJO MOTOR FOI ADAPTADO A ALCOOL A CERCA DE UM ANO,AS MODIFICAÇOES REALIZADAS FORAM AS SEGUINTES:

   - REBAIXAMENTO DO CABEÇOTE EM 2mm, (MAIS CLARAMENTE, O CABEÇOTE FICOU COM 80mm, DIZEM QUE ORIGINALMENTE O CABEÇOTE TEM 82mm, MAS O MEU SÓ TINHA 81,5mm)

   - CONFECÇAO DE UM DIFUSOR DE 24mm, O ORIGINAL ERA DE 27mm E INSTALAÇAO NO CARBURADOR ORIGINAL

  - INSTALAÇAO DE UM CONJUNTO INJETOR DE GASOLINA

   - INSTALAÇAO DE UMA VÁLVULA TERMOSTÁTICA DO CORCEL II A ALCOOL

   - INSTALAÇAO DE UM SISTEMA DE AFOGADOR FUNCIONAL (NA MINHA RURAL O ORIGINAL NAO FUNCIONAVA DE JEITO NENHUM)

   - INSTALAÇAO DE UM MEDIDOR DE TEMPERATURA CONFIAVEL (NA MINHA RURAL O MARCADOR ERA NO VELOCIMETRO COMO NOS JEEPS E NAO FUNCIONAVA)

   - ADAPTAÇAO DE UM DISTRIBUIDOR ELETRONICO DO OPALA 6CC (NAO E TÃO NECESSÁRIO, MAS JA TAVA PRONTO E FOI COLOCADO , RODEI UNS DOIS MESES NO PLATINADO, SEM PROBLEMAS)  

- O MOTOR QUE EU UTILIZO ESTAVA COM CERCA DE 2500KM RODADOS APOS RETÍFICA COMPLETA QUANDO FOI ADAPTADO PARA O USO DO ALCOOL.   QUANTO AO FILTRO DE AR O QUE EU UTILIZO É O ORIGINAL A OLEO. O GICLÊ É O #25, O CARBURADOR TEVE APENAS O DIFUSOR REFEITO COMO JA FALEI, DE 27 PARA 24 mm, ALGUNS USAM UM DE 25 mm. ULTIMAMENTE TENHO PENSADO EM COLOCAR O CORPO DO CARBURADOR DO CORCEL II A ÁLCOOL DEVIDO AO TRATAMENTO QUIMICO QUE ELE É SUBMETIDO.

AGORA VAMOS FALAR DOS CUSTOS VERSUS RESULTADOS, BEM FORAM GASTOS NA ADAPTAÇAO CERCA DE 400 REAIS (SEM SE LEVAR EM CONTA A IGNIÇAO ELETRONICA, COM ELA PODE ACRESCENTAR MAIS 250 LATINHAS), AGORA OS RESULTADOS FORAM ALEM DO ESPERADO PARA UM MOTOR DE CONCEPÇAO ANTIGA COMO O BF 161, O CONSUMO GIRA EM TORNO DE 4 KM/L NA CIDADE, 5,5 KM/L NA ESTRADA E CERCA DE 3 KM/L OU MENOS UM POUCO NAS TRILHAS (LEMBRANDO QUE UTILIZO RELAÇOES DE DIFERENCIAL 9/53 (5,89:1) MAIS CURTAS QUE AS 8/43 (5,38:1) ORIGINAIS, E PNEUS FRONTIERA 7.50X16 CONSTANTEMENTE O QUE FATALMENTE INFLUENCIA NEGATIVAMENTE O CONSUMO), HOUVE UM GANHO DE FORÇA EM TODAS AS FAIXAS DE SERVIÇO DO MOTOR , JA RODEI UNS 10 MIL KM COM A RURAL E NAO SENTI NENHUM PROBLEMA GRAVE PELA UTILIZAÇAO DO ALCOOL COMO COMBUSTIVEL.

   - AGORA UNS PEQUENOS PROBLEMAS:

NOS MESES FRIOS NAO DEIXE O RESERVATÓRIO DE GASOLINA VAZIO , POIS NA PRIMEIRA PARTIDA DO DIA OU QUANDO FICAR MAIS DE 3 OU 4 HORAS PARADO VOCÊ VAI NECESSITAR DE GASOLINA PARA FUNCIONAR A RURAL. DIMINUA O TAMANHO DO COMPARTIMENTO PARA GUARDAR DINHEIRO NA CARTEIRA, AGORA VC VAI PRECISAR DE MENOS ESPAÇO PARA CARREGAR O DINHEIRO DO ABASTECIMENTO. CONSIGA UMA BOA MAQUINA FOTOGRAFICA PARA PODER MOSTRAR PARA AOS INCREDULOS OS LOCAIS ONDE VC CONSEGUE SUBIR AGORA COM A SUA VELHA COMPANHEIRA.

Texto: Carlos Tait, Maringá/PR (08/2002)

 

Veja o que o Christian Gleich/SC escreveu sobre sua Rural Luxo 4x2 1966 a Álcool

Com muito prazer e alegira venho aqui escrever, sobre a transformação que fiz em minha Rual, converti o motor dela de gasolina para alcool, fique muito, mas muito satisfeito. Tive a iniciativa a partir do site, de algumas experiencias relatadas, e realmente aprovei. Realmente não acreditava que daria certo, e nem só deu como fiz alguns testes. Antes da conversão fiz a média com 1 Litro de gaolina dentro de um vasilhame de um litro ligado a uma mangueira direto na bomba. Com gasolina a média foi 6,9 km/l e depois da conversão (que foi apenas reduzir o tamanho do difusor no carburador de 27mm para 24mm, num torneiro, que também me cobrou apenas R$ 10) a média ficou 5,9 km/l com alcool no mesmo percurso, foi em cidade mas claro que nas duas voltas eu fiz as mesmas coisas, mas dirigindo suavemente, mas com tres arrancadas do repouso absoluto cada volta. A conversão é completamente reversível, e custo baixíssimo, creio que coisas a longo prazo poderão ser diferentes, e algumas até podendo se danificar, mas creio que outras também serão mais preservadas. O rendimento do motor ficou extremamente igual, até talvez, não sei se foi impressão, o motor ficou um pouco mais silencioso. Não se sente a mínima diferença em rediemento, torque, ou final, e nenhuma falha no motor aconteceu até o  momento.

Com o tanque de combustível fiz uma média de aproximadamente 5,3 km/L com o álcool, então digamos que a média fica entre 5 a 6 km/l, muito bom já bom sinal. Sobre as alterações, fui eu mesmo que desmontei o carburador, só levie ao torneiro para adaptar (na verdade é um cano serrado, e limado e colocado dentro do difusor, com uma cola "infelizmente não sei qual é") o cano é um cano qualquer. Essa foi a única mudança que fiz, fora uma boa limpeza no carburador e a regulagem normal, não preciso injetar nada de gasolina, nem para fazer funcionar, ao dar partida. Deixo as pessoa impressionadas, não acelero nada, apenas dou um leve toque na chave e pronto, mesmo ela estando um dia inteiro sem funcionar, se bem que ainda não fez muito frio desde que a adaptei. Sobre o ponto de ignição, não mudei nada. Mais alguns detalhes, ela não falha em arrancadas, nem em subidas bruscas (até porque minha garagem fica no segundo piso, são duas rampas, uma bem acentuada, e outra espiral que tenho que manobrar no meio da rampa, e respoonde muito bem por sinal) em arrancadas, pisando fundo em 1º marcha vai até final do giro sem falhar, em segunda marcha no final do giro falha muito pouca coisa, mas em terceira de 80 km/h até 100 Km/h mas chega facilmente ao 100km/h e passa bem além disso. Quando ainda era a gasolina lembro de estar falhando a esta velocidade também, mas creio que este detalhe não é bem uma falha, é que estou precisando trocar o disco de embreagem, talvez seja isso. E também quando ainda era a gasolina, no meu velocímetro que é aqueles de Jeep, já coloquei 130Km/h e a álcool testando o máximo foi 110 Km/h mas isso não tem a mínima importância pois em viagem não passo de 80 Km/h pois estas vezes que passei foi puramente testes, porque é um carro muito perigoso em altas velocidades, ela não foi projetada para isso. O litro do álcool aqui custa R$ 0,93, e o de Gasolina R$ 1,81 num tanque digamos que de 50 litros a economia beira um pouco mais de R$ 40,00. Sobre a bomba de gasolina já vi destas fechadas também, creio que serão uteis mais além, e sobre o carburador, aqui na minha região custa R$ 80,00 a base de troca, não posso afirmar que dure muito tempo, mas penso que sim, e se caso seja uma pouca durabilidade, seria uma boa mandar niquelar com certeza, e manter o original. Com o funcionamento, o pé do carburador fica gelado, fiz uma pequena viagem de 87 Km, e ficou muito gelado, até ficando água ao seu redor, mas o desempenho continuou ótimo. Minhas previsões de trocas auxiliares para uma manutenção e o bom funcionamneto são as seguintes: velas de carro a álcool (adaptar uma que seja equivalente, pois a vela de carros a gasolina não são indicadas para carros a álcool); um tanque de combustível moderno, com uma boia confiável e o tanque de plástico; escapamento (isso deve ser uma coisa que com o uso do álcool  tenha que reparar com maior frequência); talvez eu coloque um giclê maior, não vi nem um pouco da nescessidade em função do desempenho do motor, mas testarei talvez pela economia, mas creio que seja o contrário. Os dados q mandei anteriormente das médias feitas com uma garrafa, ligada diretamente com a bomba, foram feitos os dois no mesmo percurso, mas claro que andei suavemente, mas a média que fiz com o tanque não ficou muito diferente, mas veja que fiz alguns testes e pisei fundo em algumas ocasiões para ver se havia falhas (coisa que  não houve em 1º e 2º marchas) e ficou a 5,3 Km/L. Bom espero, que seja de bom aproveitamento porque além da economia, é um combustível de fonte renovável, e menos poluente. E além do mais, ficou mais silenciosa, apesar de eu achar que é apenas uma impressão, mas sem eu comentar que eu achava isso, meu irmão fez o mesmo comentário, então quem sabe seja verdade.

Texto: Christian Gleich/SC  gleichris@yahoo.com.br  (08/2002)

 

Resumo dos Resultados de 4 Motores Willys a Álcool (2001/2002)
Nome Motor Giglê Difusor Ponto Ignição Cabeçote Consumo Cidade Consumo Estrada
Mauricio Moraes BF-161 035 Original 27mm 8o APMS Original 2,5 km/l 4,6 km/l
Luiz A. Faisca BF-161 030 Original 27mm -x- Original 4,5-5 km/l 6,1 km/l
Simão Pedro BF-161 Original Especial 24mm -x- Original 4 km/l 6 km/l
Cralos Tait BF-161 Original 025 Especial 24mm -x- Rebaixado 2mm 4 km/l 5,5 km/l
Christian Gleich BF-161 Original Especial 24mm Igual Original 5,3 km/l misto  
               

Carburador Willys


As informações aqui fornecidas sobre uso do combustível alcool no motor Willys são disponibilizadas meramente como curiosidade e não significa que o site Rural Willys Brasil aprova ou recomenda o uso deste combustível na Rural. O uso do alcool em motor não projetado para este combustível pode ocasionar problemas diversos como alto consumo, falhas, corrosão e desgaste. Lembramos que toda mudança de combustivel requer a mudança na documentação do veículo. 08/2002.


Nossos agradecimentos ao Mauricio pelo envio do primeiro texto acima relatando suas experiencias na tentativa de fazer uma Rural rodar economicamente com alcool combustível. Nossos agradecimentos ao Luiz Augusto Luz Faisca pelo relato do uso do alcool na sua Rural. Nossos agradecimentos ao Simão Pedro pelo seu relato do uso do alcool na Rural. Agradecimentos a Carlos Tait pelas informações da sua Rural a alcool. Agradecimentos a Christian Gleich pelas informações da sua Rural a álcool.

Links: Análise de Gasolina UFSC - Especificações Combustíveis Site Texaco - Testes Gasolina e Álcool -


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Criado: 07/01/2002 - Atualizado: 15/11/02

Fontes: Technical Data on Fuels, H.M. Spiers 1937, Informações Técnicas de Lubrificantes Shell, Junho 1991, Alcohol Fuel, Stephen W. Mathewson 1980, Marks Standard Handbook for ME, Eugene A. Avallone e Theodore Baumeister III 1986. Alternative Fuels Data Center/DOE, Manual Completo do Automóvel, M. Pugliesi,

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